Vigilância em Saúde esclarece determinações para o Dia de Finados

Vigilância em Saúde esclarece determinações para o Dia de Finados

Publicado em: 26 out, 2020 às 15:04

Uma tradição durante o Dia de Finados, celebrado no dia 2 de novembro, são as missas e celebrações em cemitérios. Este ano por causa da pandemia da Covid-19, a Vigilância em Saúde do município de Palmeira determinou que não sejam realizadas missas e celebrações dentro dos cemitérios e que seguindo as recomendações de prevenção à  Covid-19, visitas continuam sendo permitidas. “A única coisa que ficou proibida nos cemitérios foram as celebrações e missas que acontecem presencialmente dentro dos cemitérios. As missas e celebrações dentro dos templos religiosos com as determinações e recomendações já estabelecidas estão permitidas. A visitação está permitida no cemitério. Nós recomendamos que se acaso alguém puder ir em outros dias para evitar aquele grande movimento do dia 2 que vá, porém se não puder que vá no dia 2 e que faça uma oração mais rápida e que tente ter este momento mais longo em outro dia só para evitar as aglomerações. Mas não está proibido ir aos cemitérios acender velas e fazer orações no dia 2”, explicou Ângela Haas Dias da Vigilância em Saúde e membro da Sala Situacional da Covid-19.

Comercialização
Em relação à comercialização de itens durante o Dia de Finados nas proximidades dos cemitérios, estão permitidos apenas produtos relacionados com a visitação, conforme explicou Ângela.  “Durante o horário de abertura do cemitério estão permitidas vendas de flores, velas e coroas, itens relacionados a este dia de visitação com todas as medidas já estabelecidas; como uso obrigatório de máscara, distanciamento, álcool em gel disponível pelo vendedor. E o comércio de alimento como trailers, falo isso muito pelo cemitério de Ponta Grossa, que tem sorvete, picolé, churros… Isto está proibido nas imediações do cemitério durante o horário de abertura. Então aquele pessoal que está permitido ter um trailer no horário a partir das 18 horas que o cemitério já vai estar fechado eles podem abrir normalmente, mas durante o dia não pode, só está permitido os itens relacionados à visitação ao cemitério”, pontuou ela.

Nota técnica
Durante entrevista ao Noticiário P7 da Rádio Ipiranga desta segunda-feira (26), a profissional também abordou novas recomendações que passaram a valer desde sexta-feira (23).
A primeira delas diz respeito à liberação de aulas coletivas em escolas de idiomas, esportes e música. “Crianças a partir de 5 anos ficam permitidas. As outras recomendações em relação a distanciamento, álcool em gel  e uso de máscaras mantêm-se as mesmas. No entanto isso depende do tamanho das salas. Se a sala é pequena vai ter uma aula coletiva de dois ou três alunos. Se a sala for um pouco maior só não recomendamos mais de 12 alunos. Mas o 12 alunos deve ter o distanciamento de 1,5 metro no mínimo de um dos outros”, disse Ângela.
Ela lembrou que a permissão de aulas coletivas só acontecerá com assinatura dos pais e/ou responsáveis de um termo de responsabilidade. “Eles podiam estar em aulas individualizadas caso os pais permitissem e agora podem ter as aulas coletivas. Como eu digo, tem que permitir o distanciamento de 1,5 m e os pais devem assinar um termo de responsabilidade. A criança não volta para nenhuma aula coletiva se os pais não se responsabilizarem também”, esclareceu a profissional.
Também está permitida a presença de música ao vivo em estabelecimentos comerciais. “Até cinco músicos desde que o espaço dos músicos  permita o distanciamento entre eles. Nos estabelecimentos que já estão abertos e o público é o mesmo que hoje já está lá com distanciamento das mesas e obedecendo as mesmas regras: Uso de máscara quando não estiver consumindo nada, na entrada, na saída, no pagamento. Então as regras mantêm-se as mesmas”, explicou Ângela.
A ampliação da faixa etária dentro dos templos religiosos que passa a ser dos 9 até os 65 anos de idade e a permissão de famílias no mesmo banco  com distância de 1,5 m dos demais também foi abordada pela profissional durante a entrevista. “Então acaba que o templo consegue receber um número maior de pessoas. E as salinhas de Igreja para crianças continuam proibidas. Essas crianças devem se sentar nas cadeiras e bancos com seus familiares”, disse ela.
Ângela destacou que as alterações em relação a participação presencial em missas e celebrações estão sendo gradativas. “Estamos indo devagar nesta ampliação. Por enquanto são só 9 anos porque é uma idade que as crianças acabam tendo mais noção, estão indo para algum tipo de catequese, escola catequética, ou algo parecido e aí eles se comprometem mais em prestar atenção nas celebrações.  As crianças menores ainda estamos segurando um pouco.  Outras cidades já liberaram tudo, mas como nós dependemos de hospitais e UTIs de outros municípios vamos um pouco mais devagar”, elucidou ela.
Na entrevista ela também reforçou a importância de cada um fazer a sua parte na prevenção contra a doença e reforçou que são medidas de cuidado com a população. “Sei que as pessoas ficam meio chateadas, que ‘aqui pode’, ‘aqui não pode’, mas estamos tentando cuidar das pessoas. Como Padre Adriano sempre falou: É cuidar. Não estamos proibindo, estamos cuidando. E não é que ‘pega’ só em idoso, mas sim mata mais idosos. Cuidamos dos idosos por conta disso. Não é que ninguém mais pega, todo mundo pega.  Mas 77% dos números de óbitos de Covid são em idosos, então cuidamos deles”, lembrou Ângela.

Retorno das aulas
Sobre o retorno das aulas, a profissional da Vigilância em Saúde disse que até o momento não há nenhuma determinação. “Está se aguardando com relação a validação do ano e que daí são questões mais pedagógicas que não cabem só a Vigilância. Então estamos ainda neste grupo de estudo para ver como será este retorno das aulas”, adiantou ela.

Texto e foto: Bruna Camargo