Presidente do STRP fala sobre produção de fumo em Palmeira

O tabaco está entre as quatro maiores rendas do município
A produção de fumo em Palmeira contribuiu expressivamente para o crescimento financeiro na cidade. Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira (STRP), mostram que 1197 famílias plantam o tabaco no município, isso representa 9 milhões de toneladas e aproximadamente R$ 75 milhões na economia local.
Vilmar Agostinho Sergiki, presidente do STRP, participou de entrevista na Rádio Ipiranga nesta terça-feira (26), no Bom Dia Palmeira e contou que a cultura é uma das atividades que mais visa a arrecadação para os pequenos agricultores. “Esta receita financeira é a quarta maior renda do município através da cultura do tabaco. Palmeira ocupa a 6ª colocação de produção de fumo na região, a maior é São João do Triunfo”, destacou.
Um sério problema que os fumicultores enfrentam é a questão da comercialização do produto. Na safra 2019/2020 o preço médio pago pelo quilo do fumo fechou em R$ 8,32, sendo que o custo de produção, colheita, secagem e armazenamento ultrapassa a marca dos R$ 8,15. “Devido à pandemia as grandes empresas sufocaram o agricultor em relação ao preço. Acreditamos que eles aproveitaram o momento para baratear o preço do fumo”, explicou Sergiki.
As chuvas dessas últimas semanas são extremamente importantes para agricultura, mas neste período de colheita ela acaba atrapalhando o manejo nas roças. “as pessoas estão colhendo abaixo de água, mas se acontecer de parar a chuva agora e o sol aparecer forte haverá prejuízo, pois não será possível colher todo o fumo na mesma hora. Os dias nublados retardam o amadurecimento”, contou o presidente.
De acordo com Sergiki os agricultores estão entusiasmados com a produtividade e o preço previsto para este ano de 2021. “Quem já vendeu o baixeiro recebeu em média R$ 11 por quilo. Acredita-se que teremos um bom preço a ser pago aos fumicultores”, conclui. Se confirmar as expectativas teremos mais uma vez o efeito positivo do velho ditado popular dos palmeirenses; ‘a agricultura indo bem a cidade vai bem, obrigado’.
Texto e foto: Elder Scolimoski
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